ACTIVIDADE 1 - A qualidade no ensino e aprendizagem em

contexto online: Uma teia de factores

 

Descrição da Actividade 

 

1º )  Leitura geral dos textos: "Approaches to E-learning quality Assessment"  e "Reflections on Teaching and Learning Online: Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective".

 

 

 

 

 

2º ) Divisão dos textos pela turma para tradução;

 Nesta parte da actividade, dividiram-se os dois textos pela turma. Para a efectuação da sua tradução, decidiu-se realizar o trabalho de tradução num espaço de trabalho colaborativo cedido pelo PBworks, em:

 

http://cael2010.pbworks.com/w/page/31894667/Approaches%20to%20E-Learning%20Quality%20Assessment

 

http://cael2010.pbworks.com/w/page/31894723/Reflections-on-Teaching-and-Learning-Online 

 

 

3º) Junção dos contributos individuais e revisão global dos textos pela turma, tendo em vista apresentar a sua versão final.

 Após a tradução o grupo turma apresentou os dois documentos traduzidos e que se podem consultar a seguir:

 

 

 

4º) Identificação sumária, a partir dos textos, do conjunto de factores apontados como responsáveis pelo sucesso/qualidade dos cursos online.

 

Do texto:  Approaches to E-learning Quality Assessment - ABORDAGENS À AVALIAÇÃO DA QUALIDADE EM E-LEARNING, retiro as seguintes notas, onde extraio os principais factores de qualidade:

 

"educação a distância baseada na Internet é a tecnologia mais prevalecente no e-learning e de que a Internet causou mudanças drásticas na educação em geral e no ensino a distância em particular."


"este artigo dedica-se a discutir a questão complexa e, talvez mais importante, da avaliação da qualidade em e-learning"


"a avaliação da qualidade está a tornar-se uma questão de importância crescente, como mostrou o interesse da ISO/IEC19796-1: 2005 e do Observatório Europeu da Qualidade (OEQ). A ISO/IEC19796-1:2005 é um enquadramento para descrever, comparar, analisar e implementar uma gestão da qualidade e abordagens de garantia de qualidade."


 

O projeto do OEQ espera que as seguintes linhas orientadoras possam dar forma à qualidade do e-learning em 2010:


(a) os alunos devem desempenhar um papel na determinação da qualidade dos serviços de e-learning;


(b) a Europa deve desenvolver uma cultura de qualidade na educação e na formação;

 

(c) a qualidade deve desempenhar um papel central na política de educação e formação;

 

(d) a qualidade não deve ser do domínio exclusivo das grandes organizações;

 

(e) devem ser estabelecidas estruturas de suporte para fornecer assistência competente e orientada para o desenvolvimento da qualidade das organizações;

 

(f) os padrões de qualidade abertos devem ser mais desenvolvidos e amplamente implementados;

 

(g) a investigação interdisciplinar da qualidade deve estabelecer-se no futuro como uma disciplina académica independente;

 

(h) a investigação e a prática devem desenvolver novos métodos de intercâmbio;

 

(i) o desenvolvimento da qualidade deve ser concebido em conjunto por todos os envolvidos;

 

(j) devem ser desenvolvidos modelos de negócio adequados para os serviços no domínio da qualidade.

 

 

"O Modelo de Sucesso do E-learning (Holsapple e Lee-Post, 2006) é uma descrição de um processo dedicado a medir e avaliar o sucesso. Sucesso em e-learning é definido como uma construção multifacetada a ser avaliada em três fases sucessivas: a conceção do sistema, o sistema de entrega e os resultados do sistema."

 

 

O modelo de  Holsapple e Lee-Post sugere que um fator crítico de sucesso no e-learning é a disponibilidade on-line dos alunos. A seleção de alunos para cursos on-line é baseada na avaliação das respostas com referência a quatro medidas de preparação: preparação académica, competência técnica, estilo de vida adequado e com preferência para uma aprendizagem para o e-learning. O aluno capacitado para estudar online é caraterizado por um elevado nível em todas as quatro competências. A capacidade dos alunos de estudarem online tem um impacto decisivo no sucesso do desempenho no curso e satisfação em e-learning.

"No modelo de Klein et al, a motivação para aprender é um fator determinante das escolhas que os indivíduos fazem para interagir, participar e persistir em atividades de aprendizagem. Ela é influenciada por caraterísticas do aluno, características de instrução e barreiras percebidas e que possibilitam (barreiras percebidas e que possibilitam são eventos ou condições ambientais que se acreditam existir ou ser encontradas e pensadas para impedir ou facilitar o progresso). As perceções das barreiras e de incapacitadores são por si  influenciadas pelo aprendente e pelas características instrucionais."

 
"Lim et al. (2007), que identificam cinco dimensões que afetam a eficácia da formação on-line: a motivação e a auto eficácia do formando, o conteúdo do ensino, o nível de comunicação entre formador e formando, o ambiente organizacional e a facilidade de uso dos recursos on-line do Website. Quanto a esta última dimensão, uma estratégia específica pode garantir a facilidade de uso: Aprendizagem centrada no aluno (LCD).
 
 

"Conhecer o perfil dos alunos é a melhor maneira de criar projetos úteis, estilos e tons, mas, quando se ensina on-line, existem algumas preocupações de design, que representam outros potenciais benefícios da planificação. Estas preocupações começam a partir de uma etapa comum: a seleção de uma técnica de entrega ou da combinação de técnicas a fim de definir, a priori, um design de interface de utilizador. A conceção da interface do curso é extremamente importante (Jones, 1994), porque tem um impacto positivo ou negativo sobre o desempenho do utilizador (Tselios et all , 2001).

Então, é desejável usar fontes de visualização amigáveis e cores seguras para a web, a fim de criar um padrão consistente e proporcionar tempos rápidos de download e ajudar os utilizadores, fornecendo páginas para impressão. Segundo Norman (1998) a interface deve ser interativa e fornecer também feedback, ter objetivos específicos, motivar, dar uma sensação contínua de desafio, oferecer as ferramentas apropriadas, evitar qualquer fator de irritação que possa interromper o fluxo de aprendizagem.

LCD deve ter em conta que os alunos são sensíveis à legibilidade do texto no ecrã. Por isso a formatação e espaçamento do texto, bem como as cores, são importantes. Além disso, um aspeto comum ajuda os utilizadores a distinguir as páginas do curso de páginas externas hiperligadas. As pessoas não gostam de estudar os textos no ecrã e também não querem ir mais longe do que três cliques a partir da página principal, por isso é necessário ter uma barra de navegação sempre disponível. Os alunos estão sempre em busca de algo novo dentro da web. Por isso, é importante atualizar com frequência, conteúdo e notícias e também dar uma indicação direta do que é novo, logo que possível (Van Rennes et al., 1998)."

 

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 Do texto:  Reflexões sobre Ensino e Aprendizagem Online: Qualidade na concepção do programa, disponibilização e questões de suporte a partir de um perspectiva transversal global, retiro as seguintes notas, onde extraio os principais factores de qualidade:

Este artigo discute cada um dos três problemas chave de conceção e de disponibilização de programas on-line e evidenciando a qualidade do apoio institucional necessário para que esta iniciativa tenha sucesso.

O processo de conceção de um programa é complexo, depende de vários fatores que se intercetam sendo fortemente influenciado por variáveis intangíveis que muitas vezes apenas se tornam aparentes depois do processo de conceção inicial estar completo e do programa de facilitação estar em curso (Caffarella, 2002; Sork, 2000)

Neste sentido, surgem cinco temas centrais: a necessidade de gastar um tempo considerável na fase de pré-disponibilização da conceção do programa, a natureza mais complexa de ensinar num ambiente de ensino online mais complexo, o efeito de diferentes meios de comunicação sobre a dinâmica da comunicação, o valor de uma comunicação assíncrona para reflexões e análises críticas aprofundadas e a importância de capacitar os estudantes para assumirem a responsabilidade pela sua aprendizagem.

 

QUESTÕES DE CONCEÇÃO DO PROGRAMA

Tema 1: O tempo dispêndido na fase de planeamento da pré-disponibilização do curso reduz o tempo consumido na resolução de problemas de disponibilização do curso quando este está em andamento.

 

Sork (2000) descreve a importância de ser sensível à diversidade em termos culturais, sociais e a diferenças políticas na negociação, por vezes, diversas agendas dos interessados diferentes no que toca ao processo de planeamento do pré-programa.

 

Wiesenberg (2004) salienta a necessidade de formular uma comunicação à prova de falhas e estratégias de resolução de problemas antes do começo do curso, para minimizar a quantidade de tempo necessária para a resolução de problemas quando o curso já está em desenvolvimento. 

Ally (2004) descreve como é a estratégia instrucional, não a tecnológica, que determina a qualidade da aprendizagem no contexto de uma classe a distância e que a elaboração destas estratégias tem de se basear em princípios de elaboração sólidos.

Caplan (2004) recomenda uma equipa central de abordagem à elaboração do programa de distância, que preferencialmente inclua diferentes profissionais a preencher as seguintes funções – perito na matéria a abordar ou autor, designer gráfico, criador de Web, programador, e designer instrucional. 

 

 

Tema 2: Os diversos papéis do professor necessários no ensino online a fim de lidar com diferentes situações emergentes como especificas do ambiente de aprendizagem online. 

 

Vários investigadores referem a importância de considerar novos papéis quer a nível social, de gestão e técnico quando falamos de ensino online, expandindo consideravelmente a tradicional competência base do ensino presencial. (Anderson, 2004; Berge, 1995; Caplan, 2004; Rodriquez & Nash, 2004; Salmon, 2000).

Anderson (2004) problematiza a necessidade de uma aprendizagem centralizada no aprendente (sensível à diversidade das necessidades e estilos de aprendizagem dos alunos), um conhecimento centralizado (que consiga fornecer uma “imagem completa” que faculte o auxilio desejado para que os alunos consigam efetuar descobertas com conhecimento), uma avaliação centralizada (motivar, informar e fornecer feedback aos alunos), e uma centralização na comunidade (que aja como facilitador na construção de uma comunidade em aprendizagem).

Caplan (2004) descreve que as competências técnicas que facultam elementos que usam a tecnologia para ensinar devem ser desenvolvidas...

O modelo de Salmon 2000  de facilitação online exigia que os professores  tivessem em conta uma progressão de tarefas medida que ele ou ela iam avançando ao longo das cinco fases progressivas: boas-vindas e motivação dos alunos na acessibilidade ao curso, facultando aos alunos as competências sociais online na construção de uma comunidade de aprendizagem, acompanhando o uso de materiais de aprendizagem, facilitando o processo de construção de conhecimento, acompanhando a independência do aluno face ao professor e a interdependência sob cada um no processo de aprendizagem.

 

Desenvolver um curso online eficaz exige do professor que ele aprenda a navegar nele e a administrá-lo, e que depois ensine aos alunos as competências técnicas essenciais para uma aprendizagem online com sucesso.

Wilson e Stacey (2004) identificaram um conjunto similar de papéis do professor online que incluem gestor/ administrador (relacionados com questões de registo dos alunos, segurança, manutenção de registos, entre outros), técnico (auxiliar os alunos a navegar no ambiente de aprendizagem online), pedagógico, e social (proporcionar um suporte para o desenvolvimento da independência online dos alunos).

 

 

Tema 3: Uma abordagem "mista" à disponibilização do programa torna mais fácil a construção de uma comunidade online do que uma abordagem estritamente online

 

Pappas e Jerman (2004) afirmaram o que muitos no campo da aprendizagem distribuída acreditam, ou seja, que um modelo misto de ensino online é o caminho do futuro. ".

 Acreditamos que para a aprendizagem vivencial e para a reflexão crítica... uma das chaves reais para criar uma comunidade segura e confiante é... que os estudantes se encontrem e trabalhem em conjunto face a face... para estabelecer alguma confiança num terreno comum a partir da qual iniciar o diálogo online. (Hutton et al., 2003)

 Stacey (2002) acredita que o planeamento deve incluir uma cuidadosa fase introdutória de aprendizagem online para estabelecer a presença social e a presença do professor.

 O professor do ensino online desempenha um papel importante no desenvolvimento de um clima de discurso socialmente interativo...

Ao desempenhar um papel ativo de monitorização das discussões em pequeno e em grande grupo, ao organizar os fios condutores dos tópicos e ao sugerir que os alunos utilizem vários meios de comunicação (como telefone, chats online síncronos e discussões em grupo), o professor é fundamental para que o discurso evolua de forma produtiva e responsável.

Garrison (1997) dá a esta moderação de conferências online o nome de contextualização, onde o professor fornece o modelo de comunicação, ao mesmo tempo que organiza e centra a discussão online.

 

Garrison recomenda que existam reuniões iniciais face a face entre os participantes do programa e os professores para facilitar o processo de construção de comunidade.

Stacey (2002) demonstrou a importância deste papel no estabelecimento de um padrão de interação social que permite a presença social dos participantes online para criar um ambiente de confiança e de apoio.  

 

Tema 4: A comunicação assíncrona estimula a reflexão e a análise críticas

 

A apresentação aos alunos dos conceitos e das práticas do pensamento crítico podem ser melhor efetuadas num contexto familiar de uma sala de aula presencial, por outro lado, a natureza própria das comunicações assíncronas estimula a reflexão e a análise crítica mais aprofundada ao conceder mais tempo para que os alunos organizem o que vão escrever, permitindo-lhes escrever e editar offline os seus pensamentos antes de publicá-los para discussão (Anderson, 2004; Biggs, 1999; Burge, 1994; Feenberg, 1999; Heckman & Annabi, 2003; Wiesenberg & Hutton, 1996). Desta forma, os alunos que tendem a não participar em complexas discussões presenciais, estão frequentemente muito mais envolvidos em discussões online.

 

... sendo o guia intelectual dos seus alunos online ... na verdade não parece ser muito diferente da situação presencial ... exceto que talvez necessitem ser mais explícitos e diretos com os alunos online, ajudando-os a tecer conceitos juntos e ensinando-lhes a fazer as ligações entre eles. O enredo da discussão (online) ... (facilita isso). (Hutton et al., 2003)

 

Anderson (2004) estipula que um hábil e-professor pode fornecer o andaime inteletual para que os alunos possam aproveitar as oportunidades criadas pela Internet para explorar recursos de conhecimento de um modo mais profundo do que antes.

Biggs (1999) acredita que a Internet, quando usada por um professor hábil, pode promover o pensamento crítico ao envolver os alunos de forma mais significativa no diálogo on-line, o que Burge (1994) sustenta na sua análise de turmas de pós-graduação online a partir de uma perspetiva do estudante.

Heckman e Annabi (2003) pensam que os estudantes alcançam níveis de abstração online mais elevados do que nas salas de aula tradicionais de ensino presencial (face a face), porque o meio assíncrono permite-lhes desenvolver as respostas de uma forma mais cuidada, formal e reflexiva.

Esta capacidade da comunicação assíncrona para incentivar respostas mais reflexivas pode ser resultado do fato de que "a maioria das pessoas formulam ideias mais facilmente de forma escrita do que em discurso oral na frente de uma audiência" (Feenberg, 1999, p. 7).

 

No entanto, a falta de pistas visuais, gestos amigáveis ou expressões faciais, nos ambientes de aprendizagem online pode tornar mais desafiador a realização de comentários críticos e levar o destinatário a interpretar as palavras mais negativamente do que era pretendido. Por isso, a crítica hábil e as competências em colocar questões têm de ser explicitamente ensinadas pelos professores aos alunos para lhes permitir criar análises críticas, sem ofender involuntariamente os colegas online. 

 

Tema 5: É extremamente importante o uso de abordagens instrucionais e técnicas que desenvolvam a capacidade dos alunos de assumirem a responsabilidade pelo processo de aprendizagem.


O papel do professor e do aluno tornam-se dramaticamente diferentes, quando se muda do tradicional face-a-face para o que fazemos online. ... Para funcionar bem, o professor afasta-se de ser um especialista e apresenta-se mais como um guia , um treinador e uma espécie de co-aprendiz  e o aluno tem que ter um papel muito mais ativo no processo de ensino-aprendizagem. ... Esta abordagem é "Desenvolvimentista", ... fundamentada na teoria construtivista, em termos de aprendiz, a compreensão dos alunos evolui à medida que eles se relacionam as coisas novas que estamos a ensinar na sala de aula com os seus conhecimentos anteriores.

 

As abordagens instrucionais baseadas em princípios da educação de adultos têm sido reconhecidas como críticas para o sucesso dos programas presenciais desenvolvidos para formação de adultos. (Caffarella, 2002, Kiely, Sandmann, Truluck &, 2004; Merriam & Caffarella,, 1999).

Chickering e Ehrmann (1996)  descrevem como os grupos de estudo, aprendizagem colaborativa, e grupos de resolução de problemas podem ser consideravelmente reforçadas através de ferramentas de comunicação que facilitem essas atividades em pequenos grupos.

 

Muitos professores online experientes descobriram que o  uso habil de pequenos grupos funciona eficazmente (se não mais) numa sala de aula online (Hiltz, 1994; Palloff & Pratt, 2001, Stacey, 1999). Trabalhar projetos online em grupos de 3-5 estudantes, permite que os alunos se relacionem de forma mais eficaz uns com os outros,  fazendo frente a grandes turmas on-line, sem rosto e sem pistas visuais e auditivas para ajudá-los a decifrar as mensagens de seus colegas de texto. O envolvimento no processo de aprendizagem é auto motivante e constitui o primeiro passo na responsabilização pela aprendizagem de cada um.

 

QUESTÕES DE IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA 

 

Quatro temas, específicos à implementação do programa, que surgiram foram os seguintes:

 

Tema 1: Uma Abordagem "desenvolvimento/aprendizagem e experiencial para a distribuição de cursos online é uma forma muito eficaz para motivar os alunos no processo de aprendizagem.

 

     …Moderadores de discussões entre alunos são responsáveis por introduzir o tópico aos restantes alunos e moderarem a discussão durante a duração desse tópico…[e realizarem] alguma clarificação e resumo, unir ideias e acabarem por resumir o tópico no final… Brookfield (1999) descreve como ajuda os alunos empenhados em discutir, a desenvolver competências de pensamento crítico em várias formas, mais notável por conectá-los com o tópico e ajudá-los em tornarem-se co-criadores de conhecimento por aprenderem colaborativamente

 

Tema 2: Criar deliberadamente uma comunidade de aprendizagem online, assim como construir competências de comunicação online nos alunos, é essencial para o sucesso do curso online.

 

Ao criar um ambiente de sala de aula online seguro, interconectado e navegável,  assim como tornarem-se comunicadores online competentes, foi critico para a sua retenção e eventual sucesso.

A criação de sentido ocorre através… de boas competências de comunicação interpessoal… e como aprender num ambiente CMC faz com que o diálogo seja muito interativo, as competências interpessoais são fundamentais. Adaptando-as ao longo do percurso [e usando] a instrução direta…dentro do contexto do curso é muito motivante para os alunos. (Hutton et al., 2003)

 

Tema 3:   É fundamental ser-se bem organizado online, e também, o é ajudar os estudantes a tornarem-se bem organizados, agindo como um modelo do que é este tipo de comportamento online

 

Um número de experientes professores online descrevem como a comunicação online consome o triplo do tempo da comunicação face a face (Stacey & Rice, 2002; Wiesenberg & Hutton, 1996), e , portanto, o quanto é importante desenvolver competências de gestão de tempo, assim como ensinar essas mesmas competências aos alunos.

Descrever e modelar estratégias de comunicação on-line, temporalmente eficientes, tais como a utilização de fóruns de grupo para transmitir informações a todos os alunos de uma só vez, reservando a comunicação privada, por correio eletrónico, mais demorada, para mensagens confidenciais, mostra aos alunos como serem melhores gestores do seu tempo. 

 

Tema 4: O aumento da diversidade cultural dos alunos que frequentam programas transculturais requer uma intervenção mais abrangente do ensino ("Cultura" é definida  como  um número de questões étnicas, geográficas, e de  género, à volta da  discussão sobre o  respeito às diferenças culturais,  usando diferentes abordagens de ensino e meios de comunicação.)

 

Interações bem sucedidas de CMC, são mais inclinadas para o modelo  feminino de comunicação e,  de facto, os estudantes masculinos  podem estar em desvantagem, a menos que ... tenham a capacidade  de melhorar o processo,  usando os nomes dos colegas,  citando parte do que se disse (para os motivar (to acknowledge them)), e trazê-los de volta para o tópico ... algumas pessoas e algumas culturas vão precisar de aprender a construir essa presença social  (online). (Hutton et al. & Stacey, 2003)

Hutton (Wiesenberg & Hutton, 1996) descreve as diferenças de comunicação entre homens e mulheres na sala de aula, no modelo tradicional face a face, que resulta do facto das vozes dos alunos homens serem mais evidentes e credíveis. Devido à diferente natureza da comunicação on-line, o atrás afirmado parece reverter-se na sala de aula on-line, onde um estilo de comunicação "feminino", que é naturalmente mais colaborativo e possuidor de mais capacidades de escutar, parece resultar numa melhor construção da comunidade e os subsequentes fluxos comunicacionais nas reflexões e análises críticas.

 

Questões críticas de suporte que surgiram

 

A necessidade de proporcionar um desenvolvimento profissional de qualidade e um suporte contínuo ao pessoal docente implica a entrega de um programa transversal; a necessidade de disponibilizar um ensino de qualidade conduz a que os estudantes aprendam em salas de aula virtuais transversais; e a necessidade de fornecer um suporte administrativo de qualidade aos professores e aos estudantes antes, durante e depois da sua experiência de ensino/aprendizagem online.

  

Qualidade do suporte de ensino

Qualidade do suporte de aprendizagem

Qualidade do Apoio Administrativo

 

 

5º) Discussão geral do grupo/ turma tendo por base o ponto anterior.  

 Na forum de discussão desta tema destaco os seguintes post's, que julgo serem aqueles que melhor representam a minha participação. 

Imagem de Joaquim Pinto
Forum Actividade 1 -> Qualidade versus Sucesso? -> Re: Qualidade versus Sucesso?
por Joaquim Pinto - Terça, 16 Novembro 2010, 20:36
 

Olá colegas.

Tentando entrar na discussão que já vai muito avançada, vou tentar responder às perguntas colocadas pela Maria João e pelo Marcus.

Como já responderam noutros posts, o ensino on-line de sucesso não é sinónimo de qualidade, nem mesmo o contrário o é.

Qualquer tipo de ensino ao ser aplicado deve-se ter em conta que deve ter o mínimo de qualidade para tentar alcançar os objectivos para o qual foi desenvolvido. No seguimento, pretende-se que este tenha sucesso, ou seja, que as aprendizagens fornecidas tenham conseguido desenvolver competências com êxito no conjunto de formandos. No entanto existem vários factores/variáveis que influenciam a linha de aprendizagem.

Numa rápida justificação exemplificativa, de que o sucesso não é sinónimo de qualidade, é por exemplo, realçar a questão do conjunto de competências (programa) a desenvolver num curso.

Se o programa desse curso tiver como objectivo desenvolver competências a nível do Office (Word) e outro tiver como objectivo desenvolver competências a nível do Office (Word, Excel, Powerpoint), concerteza que o primeiro tem probabilidade de ter mais sucesso, mesmo com pouca qualidade (professor inexperiente, más condições técnicas, alunos com fraca formação académica, programa de nível baixo), embora o segundo, possa ter um nível de qualidade (professor experiente, excelentes condições técnicas, alunos com formação académica adequada, programa de nível exigente).

Apenas destacando uma variável, sabemos que a dicotomia proposta nem sempre se encontra. Destacando as outras possíveis variáveis/factores de qualidade, concerteza que haverá mais divergências e oscilações entre o nível de sucesso e de qualidade a atingir num curso, demonstrando que não é fácil encontrar um quadro de factores de qualidade que vão de encontro ao sucesso=qualidade.

Relacionando com o artigo “ Approaches to E-Learning Quality Assessment “, verifica-se que os dois modelos apresentados, apresentam diferentes perspectivas de alcançar a qualidade no ensino on-line.

Na mesma linha de pensamento, penso que o Modelo de Sucesso do E-Learning (Holsapple e Lee-Post, 2006), tem mais probabilidade de ter menos sucesso de num curso on-line, embora emita mais qualidade, pois tem uma série de factores/variáveis em causa, enquanto o Modelo conceitual de Klein et al. (2006), julgo que poderá oferecer menos qualidade e mais sucesso, pois destaca a motivação do aluno.

Não sei se concordam.

Até

 

 

Imagem de Joaquim Pinto
Forum Actividade 1 -> Qualidade versus Sucesso? -> Re: Qualidade versus Sucesso?
por Joaquim Pinto - Terça, 16 Novembro 2010, 20:39
  Olá colegas.

Tentando entrar na discussão que já vai muito avançada, vou tentar responder às perguntas colocadas pela Maria João e pelo Marcus.

Como já responderam noutros posts, o ensino on-line de sucesso não é sinónimo de qualidade, nem mesmo o contrário o é. 

Qualquer tipo de ensino ao ser aplicado deve-se ter em conta que deve ter o mínimo de qualidade para tentar alcançar os objectivos para o qual foi desenvolvido. 

No seguimento, pretende-se que este tenha sucesso, ou seja, que as aprendizagens fornecidas tenham conseguido desenvolver competências com êxito no conjunto de formandos. No entanto existem vários factores/variáveis que influenciam a linha de aprendizagem.

Numa rápida justificação exemplificativa, de que o sucesso não é sinónimo de qualidade, é por exemplo, realçar a questão do conjunto de competências (programa) a desenvolver num curso.

Se o programa desse curso tiver como objectivo desenvolver competências a nível do Office (Word) e outro tiver como objectivo desenvolver competências a nível do Office (Word, Excel, Powerpoint), concerteza que o primeiro tem probabilidade de ter mais sucesso, mesmo com pouca qualidade (professor inexperiente, más condições técnicas, alunos com fraca formação académica, programa de nível baixo), embora o segundo, possa ter um nível de qualidade (professor experiente, excelentes condições técnicas, alunos com formação académica adequada, programa de nível exigente). 

Apenas destacando uma variável, sabemos que a dicotomia proposta nem sempre se encontra. Destacando as outras possíveis variáveis/factores de qualidade, concerteza que haverá mais divergências e oscilações entre o nível de sucesso e de qualidade a atingir num curso, demonstrando que não é fácil encontrar um quadro de factores de qualidade que vão d encontro ao sucesso

Relacionando com o artigo “Approaches to E-Learning Quality Assessment “, verifica-se que os dois modelos apresentados, apresentam diferentes perspectivas de alcançar a qualidade no ensino.
Na mesma linha de pensamento, penso que o Modelo de Sucesso do E-Learning (Holsapple e Lee-Post, 2006), tem mais probabilidade de ter menos sucesso de num curso on-line, embora emita mais qualidade, pois tem uma série de factores/variáveis em causa, enquanto o Modelo conceitual de Klein et al. (2006), julgo que poderá oferecer menos qualidade e mais sucesso.

Não sei se concordam.

Até
 

 

 

 

Imagem de Joaquim Pinto
Forum Actividade 1 -> A utilização pedagógica dos meios tecnológicos -> Re: A utilização pedagógica dos meios tecnológicos
por Joaquim Pinto - Terça, 16 Novembro 2010, 21:00
  Olá Cecília e colegas 

O tema que colocas-te, para mim, é um dos principais factores de qualidade/sucesso on-line. Num curso on-line, julgo que é fundamental ter a apetência para o uso das tecnologias.

Um aluno que tenha essa apetência verá concerteza o uso do computador como o meio essencial para adquirir conhecimento, aqueles que não dominam, terão mais dificuldades.

Segundo O modelo conceitual de Klein et al. (2006), o meio tecnológico poderão ser uma barreira ou um possibilitador. 

Até

 

 

 

Imagem de Joaquim Pinto
Forum Actividade 1 -> Factores de qualidade do MPEL4
por Joaquim Pinto - Quarta, 17 Novembro 2010, 01:33
 

Após o levantamento dos factores de qualidade realizado pelos colegas e da discussão interessante no qual tentei participar e consoante a sugestão da professora

http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle/mod/forum/post.php?reply=5304061,

 tentei avaliar ou analisar o mestrado em questões de qualiadade, baseando-me na minha experiência no mesmo, utilizando para isso, os artigos estudados e imagens do mapa conceptual (resumo) disponibilizado pela colega Maria João Spilker (http://www.mindomo.com/view.htm?m=1a99fb192e7a4a8888496ccc8051cd02).

 

1 – Análise dos factores de qualidade de Wiesenberg/Stacey (Conceção do Curso)

 

Excerto do post que se encontra no índice com o título Actividade 1 - Factores de Qualidade do MPEL4